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28/04/2006 13:25
Oh, ócio improdutivo
É de domínio público que o desenvolvimento intelectual da sociedade grega só foi possível graças ao ócio. Enquanto os escravos - prisioneios de povos dominados pelos gregos - faziam todo o trabalho, a elite se dedicava, literalmente, a filosofar. Logo, o ócio proporcionava a oportunidade para Aristóteles, Platão e companhia desenvolver os grandes pensamentos que até hoje influenciam nossa sociedade. Refletir acerca disso me entristeceu profundamente, pois há quatro dias estou no mais completo ócio, sem nenhum dever a cumprir e até agora minha mente não conseguui produzir nada de útil... É verdade que eles não tinham televisão, nem Internet para os distrair, mas eu esperava mais de mim... Quatro dias e nenhuma reflexão profunda, nenhuma epifania, nenhuma verdade, nenhuminha teoria, sequer uma questão intrigante a resolver... Em vez disso, estou só extremamente entediada... Que vida mais sem graça.
enviada por littlesinger
16/04/2006 13:44
a família e o eu
Na história das ciências dedicadas ao estudo do comportamento humano, sempre houve e ainda há dúvidas acerca da formação do caráter. Uma pessoa já nasce má ou é o ambiente e as circunstâncias que regem seu comportamento? Se eu tivesse sido criada na miséria seria eu capaz de me prostituir? Se meu irmão tivesse crescido na favela, seria traficante em vez de advogado? Eu gosto de pensar que não, porque ambas as idéias me parecem repugnantes, mas há tanta coisa que nos marcam e determinam nosso comportamento.
Você já deve ter conhecido alguém extremamente tímido e, ao conhecer a família dessa pessoa, notar que naquela casa os relacionamentos são frios e distantes. Ou alguém inseguro e descobrir que seu pai ou sua mãe é uma pessoa autoritária.
Claro que vemos muitas pessoas nascidas nos chamados berços de ouro se tornarem criminosas vide o caso do Edinho , e outras, criadas na pobreza, tornarem-se pessoas honestas. Mas acredito, sinceramente, que o ambiente familiar pode determinar muitas coisas. A família pode, de fato, causar inúmeros estragos na vida de uma pessoa. Valores, medos, traumas, manias, hábitos... vêm tudo do aconchego do nosso lar. Por isso questiono se eu seria diferente se tivesse outra família e tudo isso por causa de um almoço de Páscoa...
enviada por littlesinger
08/09/2005 15:06
só se for de morango
Fiz aniversário alguns dias atrás... 25 anos... Conforme me foi dito, mais cinco anos e sairei da fase quem eu quero, para entrar na do quem me quer... É impressionante como a sociedade gosta de pressionar as pessoas, mas de modo especial as mulheres, para o casamento. Já explico. Todo mundo, independente do sexo, sempre ouve as frases do tipo: E aí, tá namorando? e outras coisitas mais. Mas, para as mulheres, esta verdade é ainda pior. Porque vivemos numa sociedade machista. Logo, um homem solteirão é um homem independente, que pode curtir a vida e chega até ser visto com uma certa inveja pelos demais. Já a mulher solteirona, coitada, é uma mal-amada, uma rejeitada, ninguém a quis... Por isso, mulheres que lêem estas linhas, não acreditem nessas bobagens. Ninguém gosta de solidão, eu não quero ficar sozinha. Mas se for para ter alguém, tem que ser de verdade. Alguém que valha a pena, não um traste só para marcar presença. A afirmação de que está faltando homem no mercado é uma mentira. O que está faltando é homem de verdade, companheiro, honesto, fiel. Não vá catando qualquer coisa, só porque está difícil encontrar, o barato pode sair caro... Não engula sapos demais, sob o risco de má-digestão. Não estou preconizando a intolerância. O perdão e a compreensão devem estar presentes em qualquer relacionamento, mas devem estar acompanhados de respeito mútuo. O amor não deve trazer sofrimento, antes deve ser seu antídoto. Eu sei que sexo faz falta, e como faz, mas não sirva de objeto para ninguém, para isso já há mão-de-obra especializada. Quando só um lado cede, só um lado compreende, só um lado se doa, é porque só um lado ama e o outro está sugando. Nós mulheres temos dois grandes defeitos: enxergar o que queremos ver em vez do que verdadeiramente existe e achar que podemos mudar os homens. Caia na real! Depreciar-se, subvalorizar-se, humilhar-se, enganar-se, só vai lhe trazer frustração, desilusão, tristeza, amargor e infelicidade, e quantas mulheres acompanhadas conhecemos nessa situação? Vale a pena ser uma delas só para agradar a sociedade que rotula solteiros de encalhados? Encalhados estão as pessoas presas a relacionamentos por conveniência, por costume, por necessidade, por interesse... Eu sou é livre, livre para escolher e até mesmo para decidir se quero escolher. Por acaso vou ser obrigada a tomar suco de caju se quero de morango? Se não tiver o que eu quero, prefiro ficar sem, obrigada.
enviada por littlesinger
28/03/2005 15:57
Ó, insatisfação!
Como todos os mortais quero meu pedaço do bolo e comê-lo, sem ter que fazer grandes sacrifícios. Queria ser herdeira e assim poder consumir e viajar, sem ter que trabalhar. Queria ter alguém especial na minha vida, sem ter que passar por desilusões. E por falar em bolo, queria comê-los todos sem preocupação em engordar. A verdade é que o paraíso tem o inferno como vizinho, e para cada alegria da vida, há a sua correspondente tristeza. Esforço, trabalho, suor e lágrimas. Talvez devêssemos cultivá-los, já que são mais constantes na vida que o repouso, o ócio, a tranqüilidade e o riso. Por que as coisas nunca são suficientes? Por que ninguém é capaz de dizer que tem tudo o que deseja? Por que perdemos o interesse nas coisas e, finalmente, por que as pessoas que amamos acabam nos magoando? Sempre no círculo vicioso de conseguir uma coisa, para logo querermos outra. Talvez seja um problema de egocentrismo... Se vivêssemos para os outros, como muitas religiões preconizam, talvez experimentássemos a felicidade com mais freqüência do que o fazemos. Mas quem quer fazer curso para ser Madre Teresa de Calcutá num mundo que prega a satisfação pessoal através da sociedade de consumo que vende de tudo para sua felicidade, até sexo de, supostamente, melhor qualidade? Eu não. Meus problemas são sempre os maiores, meus sofrimentos os mais tristes, preciso ser atendida. O mundo ocidental capitalista não nos deixa passar da fase infantil de querer ser o centro do universo. Queremos os holofotes, mas também não queremos ninguém muito perto, só pertinho, de forma que não nos incomode, não nos obrigue a mudar, não interfira demais. Ninguém gosta de solidão, tampouco de ceder, de admitir a culpa, de ter que se esforçar. Livros de auto-ajuda são best sellers, divãs lotados, todo mundo querendo conhecer a si mesmo, como recomendava Sócrates. Mas quem tem tempo pra isso? Dá muito trabalho e a gente quer mesmo é sossego...
OBS: Nemo, por favor deixe o endereço do seu blog, pois a preguiçosa aqui sempre entrava pelo extinto link dos 'textículos'...
enviada por littlesinger
14/03/2005 21:53
I'm back!
Explicações: Daniela finalmente conseguiu um emprego em sua área. O problema é, de novembro a janeiro, a pobrezinha trabalhava em dois lugares diferentes. Das 9h às 13h em um, das 14h às 20h em outro. Ainda tinha que arrumar tempo para continuar sempre linda. Por isso, meus caros, andei tão ausente. Vocês podem estar perguntando, mas o que você fez em fevereiro? Respondo. Muitas matérias. Escrevi demais... para a revista na qual estou trabalhando.
Promessa: Eu prometo, solenemente, não vos abandonar novamente. Vou arrumar sempre um tempinho para meu querido blog.
Rasgação de seda: Muitas saudades dos meus queridos visitantes, Nemo, Get Up e outros mais. Saudações, amigos! Eu voltei...
enviada por littlesinger
09/11/2004 19:22
America Dreamin'
Pior que não fazer nada é fazer algo que você não gosta. Seria um sonho se pudéssemos trabalhar com aquilo que gostamos e quando estivéssemos a fim... Infelizmente, o capitalismo fez com que trabalhássemos não só para nos sustentarmos, mas também para termos o carro do ano, uma casa bonita num bairro chic e, claro, viajássemos nas férias para um lugar bem longe de onde passamos todos os nossos dias. A gente espera o fim de semana, os feriados, nossas férias, para ficar feliz... e nos demais dias a gente rala e reclama da vida. Se eu pudesse escolher, queria ser herdeira, como a Paris Hilton. Gastaria o dinheiro de papai com viagens, cursos inúteis - mas divertidos, - milhares de pares de sapatos e roupas de estilistas famosíssimos, e faria caridade para aliviar meu carma. Há também a possibilidade de, sendo herdeira, torrar minha mesada na produção de um CD. Afinal, não precisa ter muito talento, só uma gravadora grande, dinheiro para o jabá e divulgação, e, claro, alguns mini escândalos para me manter na capa de publicações "especializadas". Depois faria algumas pontas em filmes de Hollywood, odiados pela crítica, mas sucesso de bilheteria e, finalmente, teria meu próprio reality show. No final da vida, entre as lipos e aplicações de botox, abraçaria alguma causa nobre e seria nomeada madrinha de alguma instituição filantrópica. Era isso que eu queria...
enviada por littlesinger
01/10/2004 12:05
Old age
Ah, a vida... Reclamamos sempre de tudo e no entanto, não queremos abrir mão de viver ou alguém aí tem impulsos suicídas? Havia decidido que 2004 seria "o ano da minha vida", entenda-se disso, um ano de mudanças, transformações, canalizadas para o meu êxito profissional e pessoal, ou seja, para o meu sucesso como ser humano. Dentre as várias resoluções que tomei, só cumpri a de entrar num curso de Español, as demais continuam só no plano das idéias. Estou ficando pobre de conhecimento... Quando ainda estudamos há uma troca intensa de informações. Você é obrigado a fazer tantas leituras, ouve tanta coisa, que acaba adquirindo saber por osmose. Longe desse círculo a vida se torna totalmente prática. Suas preocupações são acordar na hora certa para trabalhar, alimentar-se para sobreviver, cuidar da higiene. Nada de Epicuro, Sartre ou Cioran pra você!
Estou com 24 anos e, na minha cabeça, com essa idade eu já deveria estar seguindo uma carreira, estar "encaminhada" na vida. Embora eu esteja em "uma das melhores empresas para se trabalhar", segundo a Revista Exame, não há espaço pra eu fazer aquilo que gosto. Quero crescer profissionalmente, mas não lá e, por isso, acabo não crescendo em nenhum lugar - está parecendo conversa de planta, parei. Mas por falar em planta, descobri que também já não estou mais na "flor" da idade. Acabei de ouvir de um amigo que, quando eu chegar aos 26 anos, vou estar desesperada para encontrar alguém para casar, será? Preciso encontrar um futuro marido até o final do ano que vem então! Minha mãe diz que quem escolhe muito acaba escolhida, "veja a Angélica", disse ela, deixa o Huck ouvir isso. De qualquer forma, realmente estou sentindo que estou envelhecendo e não conquistei nem metade das coisas que pretendia e minha vida intelectual está se atrofiando. Pelo menos no fortune teller do orkut diz que eu terei "a confortable old age". God help me!
enviada por littlesinger
27/09/2004 10:16
Find me a man
performed by Tony Braxton, written by Babyface
I'm just a girl that doesn't like the thought of being alone
I need to be loved and held real close
I'm the kind of girl that needs to be caressed and kissed so soft
There's no better way to turn me on
I need a man who, who's gonna treat me right
I need a man who'll be with me every night
So I've gotta
Find me a men with sensitive eyes
One who understands love is stronger than pride
So I gotta find me a man, a sensitive mind
Not just any man one of kind
I'm just a girl that likes a man that knows his right from wrong
One that will kepp his loving at home
I'm just the kind of girl who likes to please her man the whole night long ooh
But he's gotta please me just as long
I want a man who, who's gonna treat me right
I need a man who's gonna be with me every night
So I gotta
I know I'm looking for, and I know
He's gotta be wonderful, 'cause I know
I am too beautiful, to settle for nothing less, ooh
In know what I'm searching for, yes I know
It's someone incredible, don't you know
That I won't give up until I've found the perfect man
enviada por littlesinger
09/09/2004 13:54
Desde aquela barrinha de chocolate ao leite que derrete na boca, fornecendo prazer instantâneo, efêmero e quilos extras permanentes aos amores e às paixões, que fazem o mundo ficar mais colorido, mas também causam muito sofrimento.
Sempre um pé no céu e outro no tormento.
"Tudo o que é realmente intenso participa do paraíso e do inferno" Cioran
What more do I have to say?
Eu adoro como os poetas, escritores e filósofos encontram uma forma de dizer aquilo que nós sentimos, mas nunca soubemos expressar em palavras...
enviada por littlesinger
27/08/2004 12:46
Coisas que eu nunca vi:
um vendedor de Yakult
um revendedor Avon/Natura
um recepcionista em consultório médico ou clínica de estética
um fonoaudiólogo
um pedicuro/manicuro
um nutricionista
um merendeiro (de escola)
um parteiro
um recepcionista em motel
um babá
um modelo-propaganda de hidratante para pele
um promoter em supermercado distribuindo café ou o novo sabor de gelatina
um secretário-executivo bilíngüe
uma açougueira
uma entregadora de pizza
uma motorista de ônibus
uma proctologista
uma pipoqueira (vendedora de pipoca, entenda-se)
uma narradora de caminhões de pamonha e venda de hortifrutigranjeiros, produtos de limpeza, sorvetes, pães etc
uma vendedora de "al-go-dão-do-ce!"
uma porteira (não em fazenda, mas em prédios, condomínios, hotéis etc)
uma carteira (não de dinheiro, mas entregando correspondências)
uma mecânica/borracheira/funileira
uma bombeira
uma pedreira (construídora/reformadora de imóveis)
uma jardineira (não a roupa, mas uma cuidadora de jardins)
uma limpadora de piscinas
enviada por littlesinger
23/08/2004 09:39
Ó, vida, ó, céus
Ando sem inspiração. Sem vontade. Ultimamente falta um estimulante para minha imaginação. A vida pode ser tão monótona quando se levanta para trabalhar e vai-se do trabalho para casa com a sensação de não realizado nada fantástico. Quando ainda estudava, os trabalhos da faculdade serviam de desafio para minha mente e, quando meu querido professor de Redação Welington me dava "10", eu me sentia orgulhosa de mim mesma. Agora, não realizo nada que me dê essa satisfação... Falar nisso, no último dia 19 fiz 24 anos. Mais um ano e já tenho que começar a usar cremes de efeito anti-idade. Vejam só: mais doze meses e farei bodas de prata com a vida e ainda não sou famosa, nem realizada profissionalmente, não me casei, não tenho filhos. Claro que não os quero agora - os filhos e o marido, quero dizer. Antes deles eu queria realizar algo grande... O que, eu não sei. Talvez eu escreva um livro. O duro é que esse tipo de coisa no Brasil não dá status. Se eu fosse a nova loira do Tchan teria mais projeção e um maior número de admiradores do que se eu escrever um livro. Claro que, como de praxe, qualidade é melhor que quantidade e eu prefiro uma audiência qualificada. É que quando a gente chega numa certa idade, os aniversários servem para lembrar que "the clock is ticking away" e "nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia"... Credo, que nostalgia! Que sensação de estar disperdiçando tempo, de não estar aproveitando-o ao máximo! Acho que vou parar de trabalhar e viajar pelo Brasil afora trabalhando em troca de comida... Não, não há a menor chance. Wild life não combina comigo, definitivamente. Mas o tédio é uma m*&%#! Estou vivendo ou existindo? Ai, tudo isso às 9h31 da manhã.
enviada por littlesinger
17/08/2004 18:10
Sempre que me faltam um bom livro, um bom amigo ou um bom dicionário, gosto de fazer os testes de personalidade. Eles não servem pra nada, aliás, minto, servem para entreter, afinal é para isso que as faço. Mas é interessante notar que, como os horóscopos, eles sempre dão certo! Isto é, sempre dizem aquilo que queremos ouvir. Eu sou uma pessoa equilibrada, nada invejosa, nem interesseira, tenho atitude, enfim, se dependessem de mim os psicólogos iriam morrer de fome. Ah, tá...
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enviada por littlesinger
21/07/2004 10:37
Promessas que nunca serão cumpridas
Por que gostamos de enganar e ser enganados? Se você já estiver pensando que este não é seu caso, pense um pouquinho mais. Você encontra, casualmente, um velho amigo que não vê há anos. Vocês têm uma conversa rápida e daí você fala: "Aparece um dia desses lá em casa", e ele solícito responde, "Claro, vou sim". Você sabe que ele não vai aparecer e ele já sabe que seu convite foi feito por uma mera questão de cordialidade. Você realmente não espera que ele vá à sua casa.
A mentira goza de má reputação entre nós. Uma história sobre um menino de madeira, cujo nariz crescia sempre que ele contava uma mentira, foi escrita apenas para ensinar as crianças que mentir é feio. No entanto, à mesma criança que é dito que mentir é feio, ensina-se a mentir quando, por exemplo, o pai pede que ela diga ao vendedor que ele não está ou, ainda, quando a mãe pede a ela que não conte a ninguém e lhe dá uma piscadela criando uma cumplicidade. A criança se sente importante e feliz porque faz parte da mentira. Está enganando alguém, isso é excitante.
Talvez por isso, quando adultos, contemos tantas mentiras, "Eu trago amanhã sem falta", "Eu queria, mas não posso", "Imagine, não precisa", "Não quero incomodar". Há as mentiras características da profissão. Não vou mencionar os advogados e jornalistas, porque estamos falando de mentiras inofensivas, como as dos vendedores "Ficou ótimo em você", "Você não vai encontrar produto melhor", "Você fez um excelente negócio", ou dos recepcionista "Você já vai ser atendido", "Você espera só um minuto?", a dos serviços de atendimento ao cliente em geral, "Tudo vai ser regularizado em dois dias", "No máximo amanhã, eu já teremos sua resposta".
Há também aquelas mentiras típicas dos gêneros. As dos indivíduos do sexo masculino: "Eu te ligo", "Não é você sou eu", "Vamos ficar a sós só pra gente conversar", "Não vai doer nada", e a melhor, "Eu não vou fazer nada que você não queira". Lies, lies, lies... Mulher gosta de mentir pra sim mesma, "Segunda-feira eu começo meu regime", "Se ele não ligou é porque deve ter tido algum problema", ou para suas amigas, "Que é isso você não está gorda", "Ele não te merece", "Eu não usaria, mas em você ficou ótimo", para evitar chatos inconvenientes "Tenho namorado", "Eu vim aqui só pra me divertir", "Acho que não rolou uma química" e aquelas ditas nas lojas quando o preço é muito alto, "Eu tô com pressa agora, depois eu volto", "Adorei o modelo, mas eu preciso em outra cor" e outras coisinhas mais para melhorar a sua auto-estima ou a de outrem.
De fato, a mentira, em alguns casos, pode ser melhor que a verdade. É melhor ouvir que seu novo corte de cabelo ficou bom ou que sua comida está uma delícia que o contrário. Na verdade, a mentira contribui para a vida em sociedade e proporciona uma sensção de satisfação momentânea. É praticamente com comer uma barra de chocolate. Você sabe que não deve, mas é tão bom...
enviada por littlesinger
07/07/2004 17:57
Always have been kissed... until last night
O título do meu post é uma paráfrase do filme Nunca Fui Beijada (Never been kissed), numa situação inversa. Tantas bocas no mundo, tantas línguas e na maioria das vezes a gente só quer uma. Alguém já te recusou te beijar? Não beijinhos de ocasião, esses, que já recusei aos montes, não possuem outro sentido a não ser o do contato físico em si. Refiro-me àquele beijo com o qual você sonha, aquele que você pensa no seu travesseiro; aquele beijo que você espera a semana toda para ter, que te dá frio na barriga e arrepia os pêlos do seu corpo. Este beijo... Pois este beijo a boca da qual eu desejo não quis me dar, ironicamente por querer me preservar. Preservar? Eu não preciso de alguém que me desvie do perigo, já tenho idade pra fazer minhas escolhas. O que adianta querer evitar um sofrimento futuro, se esta cautela me causa aflições agora. Se tem que doer que doa mais tarde. Adiemos a dor. Dizem que o futuro a Deus pertence, então esqueça o amanhã e me dê o hoje. Que importa que um dia terei que beijar o chão. Prefiro ficar em pé durante o maior tempo que me for permitido a que você me estenda a mão para me ajudar a sentar.
enviada por littlesinger
28/06/2004 19:31
Oh, Segunda-Feira, Segunda-Feira!
Oh, Lunes, Lunes,
Oh, Lundi, Lundi,
Oh, Monday, Monday, can't trust that day...
Nas minhas aulas de Física, meu querido professor J.Rob - este era o apelido dele, não sei até hoje seu nome, - ensinou uma vez que o tempo passa mais devagar para quem caminha mais rápido. Não sei não... Hoje estou com uma "nhaca" daquelas, preferia nem ter levantado da cama e as horas estão se arrastando... Lembro, vagamente, de uma das explicações de Santo Agostinho para o tempo, dizendo que este não existe de verdade, é uma medida humana para se organizar melhor e, que para Deus, ele nada significa, posto que Este é eterno e vive na eternidade... Mas às vezes esta nossa invenção realmente parece sem sentido. Um filme bom pode fazer três horas parecer uma, um ruim, o contrário. Há feridas que podem ter acontecido há anos e doem a vida inteira como uma recém-aberta... Outras vezes, um fim de semana maravilhoso pode passar na velocidade de uma flecha. Os minutos podem parecer horas, os dias, minutos. Mas a segunda-feira é especial... Não há dia que chegue tão rápido e demore tanto pra passar, oh, hoje, que não vai embora...
enviada por littlesinger
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